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segunda-feira, 27 de junho de 2016

Após impeachment, reprovação a Temer aumenta e avaliação de Dilma melhora

Baixa popularidade de interino seria explicada pela falta de uma agenda clara de mudança e pelo contexto turbulento

 

O primeiro mês do governo interino de Michel Temer teve efeitos opostos na avaliação do pemedebista e da presidente afastada Dilma Rousseff, segundo pesquisa da consultoria Ipsos. No período, o índice de reprovação de Temer subiu e o Dilma caiu.
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De acordo com o levantamento, de maio a junho, a porcentagem de pessoas que desaprovava totalmente ou um pouco o interino cresceu de 67% para 70%. Para a petista, indicador passou de 80% para 75%. A aprovação de Dilma, por sua vez, foi de 15% para 20%. A de Temer também aumentou, indo de 16% para 19%.
Ainda de acordo com o levantamento, em junho 43% dos entrevistados afirmaram considerar o governo federal ruim ou péssimo, marca mais positiva do que a última registrada pelo governo Dilma na última pesquisa do instituto, que apontou que 69% viam a gestão da petista ruim ou péssima.
Os dados foram coletados entre 2 e 13 de junho, por meio de 1.200 entrevistas em 72 municípios. A margem de erro é de 3 pontos percentuais.
Danilo Cersosimo, diretor na Ipsos Public Affairs e responsável pela pesquisa, diz que a baixa popularidade de Temer é explicada por três fatores: a falta de uma agenda clara de mudanças, a imagem de político tradicional e o contexto turbulento no qual governa.
Segundo Cersosismo, por não ter passado por eleições, Temer não teve um conjunto de medidas apresentado e aprovado pela população. Seus problemas em comunicar as ações intensificariam o problema. Soma-se a isso o momento de instabilidade, com escândalos de corrupção, Congresso arredio, queda de ministros e a própria interinidade de sua gestão.
"Dado que não passou por um crivo popular, não teve uma agenda aprovada e nunca foi gestor, não se sabe o que esperar dele." O diretor da Ipsos lembra que o peemedebista não foi escolhido pelos brasileiros como o sucessor de Dilma, mas que sua posse foi consequência de uma vontade de tirá-la do poder.
"Era muito mais o impeachment dela, do que uma esperança que se depositava nele. O pensamento era: com ela se tornou tão insustentável que é impossível o vice ser pior."
Os resultados ruins para Temer e a leve recuperação de Dilma, no entanto, não significam que houve uma transferência de popularidade ou um certo saudosismo, alertam os especialistas.
Para Cersosismo, o aumento da aprovação da petista se explica por seu afastamento. Ela não estaria mais no "olho do furação", o que diminuiria o desgaste de sua imagem. O culpado pelos problemas agora seria Temer, alvo da opinião pública.
Já o cientista político e professor do Insper Carlos Melo vê um processo de vitimização gerado pelo impeachment.
O discurso de golpe teria reunido uma base social mais de esquerda que, mesmo crítica à presidente afastada, estaria defendendo seu mandato. Dessa forma, ao responderem que aprovam a petista, não necessariamente elogiam a sua gestão, mas se mostram contrários a um processo supostamente antidemocrático.
Corrupção e economia
Melo explica que até o ano passado Temer era um grande desconhecido e as avaliações sobre ele eram mais dúvidas com viés positivo ou negativo. A partir do começo de seu governo, com um gabinete criticado pela falta de mulheres, a saída de três ministros, supostas ameças à continuidade da Lava Jato e vários recuos, muitas das interrogações se tornaram visões críticas.

Para o professor, dois pontos pesam nessa definição: os casos de corrupção e a falta de respostas imediatas para os problemas políticos e econômicos. "Ele cometeu um erro inegável ao compor o gabinete com um monte de gente investigada. Colocar o (Romero) Jucá como segundo ministro mais importante foi um erro. Isso é percebido (pela população)."
Jucá teve de deixar o Ministério do Planejamento horas após o jornal Folha de S. Paulo divulgar uma gravação em que ele sugere uma articulação para conter a Operação Lava Jato, estratégia que incluiria o impeachment da então presidente. Ele também é investigado por suposto envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras.
Segundo Rita Biason, coordenadora do Centro de Estudos e Pesquisas sobre Corrupção da Unesp, esperava-se que a equipe do interino não estivesse tão envolvida com a Lava Jato e oferecesse um período de tranquilidade em meio a tantos escândalos. O que não aconteceu.
"É a corrupção que continua, acrescida à crise e ao desemprego. O brasileiro é mais sensível aos problemas políticos em tempos de dificuldade econômica. Quando há uma prosperidade, ele não olha muito, a exemplo do que aconteceu no mensalão."
Sobre a economia, Melo diz que as ações anunciadas até então, como a PEC que estipula um teto para o crescimento dos gastos públicos, ainda são abstratas. Elas dão sinais positivos para o mercado e os empresários, mas não dizem muito para o cidadão comum. "Nada disso significou queda de desemprego ou aumento de renda, e é o que as pessoas veem."
Avaliação do governo
A falta de mudanças na política e na economia, diz o diretor da Ipsos, também foi o fator crucial para a má avaliação do governo interino na pesquisa. Em junho, para 43% dos entrevistados, o governo federal era ruim ou péssimo. O número é menor do que o último registrado no mandato de Dilma – 69% –mas é um mau começo, pondera Cersosismo.

A queda na reprovação não foi traduzida em aprovação (que caiu de 9% para 6%), mas no aumento do "regular' (de 21% para 29%) e do "não sabe/não respondeu" (de 2% para 22%), o que seria um resultado comum nesses primeiros meses de gestão.
"É como se as pessoas estivessem esperando mais para avaliar", diz o diretor da Ipsos.
Rumo do país
Além de indicar a desaprovação do presidente interino e de seu governo, o levantamento também mostrou pessimismo quanto ao futuro do país. Para 89% dos entrevistados, o Brasil está no rumo errado. A porcentagem se mantém no patamar dos 90% desde junho de 2015.

Após o processo de impeachment, não deveria se esperar uma visão mais otimista? O cientista político Carlos Melo afirma que não.
"Isso passa pela autoestima. O governo A pode ser um pouco melhor do que o B, mas o país no geral não está bem. A violência, a insegurança, o sentimento de infelicidade....o governo é parte desse mal estar, mas não é o todo."
A falta de credibilidade dos políticos e da política estariam incluídos nesse ceticismo, diz Melo. "O que deputados, senadores e governadores falam é pouco assimilado. Toda a ideia de líder está em crise."



 

Ciro Gomes e sua boca maldita: “Sindicato dos políticos quer o fim da Lava Jato”, afirma.

Em entrevista, ex-governador do Ceará criticou o Judiciário brasileiro e afirmou ter documentos que comprovariam esquemas de corrupção chefiados por Michel Temer


O ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes concedeu entrevista aos jornalistas Marcelo Nogueira e Kiko Godoy,  do portal Diário do Centro do Mundo. O material foi divulgado pela TVT no último sábado (25).
Em sua fala, Ciro enumera os motivos que teriam levado ao afastamento da presidenta eleita Dilma Rousseff. O primeiro, segundo ele, é que “o sindicato dos políticos quer o fim da Lava Jato”. Na entrevista, o ex-ministro comenta sobre famílias que se apropriam de dinheiro público, atuando como “agiotas”.
Ciro ainda afirma ter documentos de esquemas de corrupção chefiados pelo presidente interino Michel Temer, que ele chama de “calhorda menor”. Além disso, destacou que o Judiciário tenta responsabilizar o ex-presidente Lula (PT) por crimes que nunca cometeu.
Na ocasião, o pré-candidato à presidência da República disse também que governo de coalizão foi uma invenção de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) para evitar CPI’s.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

MUNICÍPIOS ENDIVIDADOS NÃO RECEBERÃO CLEMÊNCIA: Temer nega acordo sobre dívida dos municípios.

O presidente interino da República, Michel Temer, disse nesta quinta (23) que não está em discussão um eventual acordo sobre a dívida dos municípios. Segundo Temer, o acerto sobre os débitos dos estados com a União, firmado esta semana, vai beneficiar, indiretamente, as prefeituras.
“Isso [o acordo] vai refletir em benefícios para os municípios”, disse Temer após participar da cerimônia de entrega de credenciais de novos embaixadores, no Palácio do Planalto. Pelo acordo, os estados terão uma folga no orçamento, já que vão ganhar mais prazo para pagar os débitos com o governo federal e carências de 100% das parcelas até dezembro.
Os municípios, no entanto, reivindicam tratamento semelhante ao que foi concedido pelo governo federal aos governadores. Em documento enviado a Temer na última segunda-feira (20), a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) diz que as prefeituras estão em situação “pré-falimentar”.
“O movimento municipalista quer participar das discussões e possíveis soluções sobre a definição de políticas públicas. E lembra que, ao assumir, o presidente interino Michel Temer prometeu debater com todos os entes da federação questões que envolveriam um novo pacto federativo”, diz trecho de nota da CNM, divulgada na segunda-feira (20).
Impeachment
Indagado sobre o novo prazo para votação final do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, previsto para agosto pelo calendário da Comissão Processante do Impeachment do Senado, Temer disse que, apesar da interinidade, tem agido para resolver os problemas do país.
“Tenho trabalhado como se fosse presidente definitivo. Sei da interinidade, mas, evidentemente, não está em pauta quem dirige o país, mas o destino do povo brasileiro. E os destinos do povo brasileiro não podem ficar paralisados. Nesse momento, 40 dias mais ou menos de presidência, produzimos feitos extraordinários”, afirmou.O presidente interino voltou a manifestar apoio à Operação Lava Jato e negar qualquer possibilidade de interferência do Executivo na operação.
“O que temos dito com muita frequência é que não haverá a menor possibilidade de interferência na Lava Jato. Ao contrário, o que deve haver sempre é o apoio verbal e não de ação. Porque se eu induzir um apoio de ação e colocar o Executivo tralhando nessa matéria, estarei invadindo a competências que, na verdade, são do Judiciário, de um lado, do Ministério Público, do outro, e da Polícia Federal. Pelo princípio da separação de atividades governamentais, o Executivo não deve participar dessa matéria”.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Ex-ministro Paulo Bernardo é preso pela PF em Brasília na Lava Jato

A operação da Polícia Federal é um desdobramento da 18ª fase da Lava Jato; nova operação foi batizada de "Custo Brasil"

 

Em nova operação da Polícia Federal, o ex-ministro Paulo Bernardo (Planejamento e Comunicações no governo Lula), marido da senador Gleisi Hoffmann (PT-PR), foi preso nesta quinta-feira (23) em Brasília. A ação decorre de fatiamento que ocorreu na investigação que estava no Supremo Tribunal Federal e é um desdobramento da 18ª fase da Lava Jato, conhecida como "Pixuleco". A nova operação foi batizada de "Custo Brasil".

A ação da PF, feita em conjunto com o Ministério Público Federal e a Receita Federal do Brasil, apura o pagamento de propinas, provenientes de contratos de prestação de serviços de informática, na ordem de R$ 100 milhões, entre os anos de 2010 e 2015, a pessoas ligadas a funcionários públicos e agentes públicos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG).

Segundo a PF, estão sendo cumpridos 11 mandados de prisão preventiva, 40 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de condução coercitiva nos Estados de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Distrito Federal, todos expedidos, a pedido da Federal, pela 6ª Vara Criminal Federal em São Paulo.
Há indícios, de acordo com a PF, de que o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão direcionou a contratação de uma empresa de prestação de serviços de tecnologia e informática para a gestão do crédito consignado na folha de pagamento de funcionários públicos federais com bancos privados, interessados na concessão de crédito consignado.
"Segundo apurou-se, 70% dos valores recebidos por essa empresa eram repassados a pessoas ligadas a funcionários públicos ou agentes públicos com influência no MPOG por meio de outros contratos - fictícios ou simulados", afirma a PF em nota.
O inquérito policial foi instaurado em dezembro de 2015, após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) para que a documentação arrecadada na 18ª fase da Lava Jato, conhecida como Pixuleco II, fosse encaminhada para investigação em São Paulo.
Os investigados responderão, de acordo com suas ações, pelos crimes de tráfico de influência, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com penas de dois a 12 anos de prisão.
Os presos e o material apreendido na ação serão encaminhados à sede da Polícia Federal em São Paulo. As pessoas conduzidas de forma coercitiva serão ouvidas nas instalações da PF mais próximas dos locais em que forem encontradas.
O ex-ministro, a senadora e o empresário Ernesto Kugler Rodrigues, de Curitiba foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República em maio deste ano. Paulo Bernardo e Gleisi foram denunciados por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
O inquérito policial concluiu que os dois receberam R$ 1 milhão de propina de contratos firmados entre empreiteiras e a Petrobras. O valor teria sido utilizado para custear as despesas da eleição dela ao Senado em 2010.
A Procuradoria sustenta que o então ministro solicitou a quantia em favor da mulher diretamente ao engenheiro Paulo Roberto Costa na época diretor de Abastecimento da Petrobras e um dos articuladores do esquema de corrupção na estatal indicado pelo PP. Preso em 2014, Costa fez delação premiada.
O doleiro Alberto Youssef, que também fez delação, operacionalizou o pagamento. Segundo o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o doleiro administrava o caixa de propinas do PP de onde saíram os valores em questão.

Fonte: ig.com.br

 

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Supremo julga nova denúncia contra Cunha nesta quarta-feira

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar nesta quarta-feira (22) denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por supostas contas atribuídas a ele na Suíça. A partir das 14h, os ministros vão decidir se abrem a segunda ação penal contra o parlamentar nas investigações da Operação Lava Jato.
A denúncia foi apresentada em março pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Em outubro do ano passado, o Ministério Público da Suíça enviou ao Brasil documentos que mostram a origem de aproximadamente R$ 9 milhões encontrados nas contas atribuídas a Cunha.
De acordo com os investigadores da Lava Jato, os valores podem ser fruto do recebimento de propina em um contrato da Petrobras na compra de um campo de petróleo no Benin, na África, avaliado em mais de US$ 34 milhões.
A mulher de Cunha, Claudia Cruz, também foi citada na ação, mas a parte da investigação que envolve os parentes do deputado foi enviada ao juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba. A denúncia contra Claudia foi recebida no dia 9 de junho.
Nesta terça-feira (21), Eduardo Cunha voltou a afirmar que está “absolutamente convicto” de que não mentiu à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras quando prestou esclarecimentos sobre denúncias de participação no esquema investigado pela Lava Jato.
No último dia 14, o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou pedido de cassação do mandato de Cunha por quebra de decoro parlamentar. Ele é acusado de ter mentido, em depoimento à CPI, sobre contas no exterior.
Cunha já responde a uma ação penal no Supremo, na qual é acusado de receber US$ 5 milhões de propina por um contrato de navios-sondas da Petrobras. Na terceira e mais recente denúncia que chegou à Corte, ele é acusado de cobrar propina para liberar verbas do Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS ) para construtoras nas obras do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro.

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2016-06-22/supremo-julga-nova-denuncia-contra-cunha-nesta-quarta-feira.html

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segunda-feira, 20 de junho de 2016

Sufoco dos Estados Brasileiros: moratória poderá ser de 10 meses

Brasília - Depois do aceno do socorro de R$ 3 bilhões para o Rio de Janeiro, governadores vão se reunir nesta segunda-feira, 20, em Brasília para pressionar o governo federal a resolver a questão do acordo de negociação da dívida de todos os Estados nesta semana. A reportagem apurou que a ala política do governo defende um alívio maior que o oferecido pelo Ministério da Fazenda: uma moratória de dez meses.
Um prazo maior para a carência deve servir como uma espécie de armistício na disputa que está sendo travada há meses em torno da questão dos débitos. O Ministério da Fazenda ofereceu apenas um mês de suspensão de 100% dos débitos e uma queda gradual da carência de 5% a cada mês. Dessa forma, no primeiro mês seria 100%, no segundo, 95%, até chegar a zero, depois de 18 meses. Os Estados fizeram uma proposta formal de moratória por dois anos. O Ministério da Fazenda foi procurado pela reportagem neste domingo, 19, mas preferiu não se manifestar.
"Os Estados precisam de uma carência total nos próximos meses. Só assim conseguiremos pagar servidores, prestadores de serviços, colocar nossas contas em dia", afirmou o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB).
Nesta segunda-feira, ele recebe os governadores para uma reunião na residência oficial, em Águas Claras. Após o almoço, o encontro será com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Em seguida, se reúnem com o presidente em exercício Michel Temer.
Pedido
"Vejo sensibilidade do governo federal para atender a esse pedido. Não vamos conseguir dois anos, como pedíamos, mas teremos um prazo maior [que a proposta da Fazenda]", afirmou o governador. Rollemberg disse que Temer, com quem se encontrou na quinta, se mostrou com disposição para encontrar uma solução que seja boa para todos os Estados.
Em 27 de abril, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a suspensão por dois meses do pagamento da dívida para que fosse negociada uma nova metodologia para quitar os débitos, que datam dos anos 90. A maior parte dos débitos refere-se ao pagamento de juros. O prazo dado pelo STF para que Estados e União se entendam sobre a disputa em torno da reestruturação das dívidas e recálculo dos passivos dos governos regionais se encerra na próxima segunda, dia 27.
A União deixa de receber por mês entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões com a suspensão do pagamento. O governo federal reservou entre R$ 27 bilhões e R$ 29 bilhões para cobrir essas despesas, valor que cobriria a suspensão por dez meses. Uma fonte da equipe econômica disse que a carência de 100% da dívida por dois anos é um "exagero" e que geraria problemas para os governadores que vão assumir os governos estaduais em 2019. Ele disse que a equipe econômica deve insistir na redução gradual da porcentagem de carência até chegar a zero.
"Se o governo federal não resolver essa questão logo, teremos em cascata a mesma situação do Rio de Janeiro", disse o secretário de Fazenda do governo de Santa Catarina, Antonio Gavazzoni. Na sexta, o governador do Rio em exercício, Francisco Dornelles (PP), decretou estado de calamidade, sob o argumento de que a crise financeira impedia o Estado de honrar os compromissos assumidos para a realização da Olimpíada.
Para o secretário de Fazenda de São Paulo, Renato Villela, o socorro ao Rio de Janeiro vai acabar ajudando os outros Estados. Ele disse que apoia o socorro ao governo fluminense, desde que não prejudique o alívio fiscal para os outros Estados que está em negociação com o governo Federal. De acordo com ele, do contrário, outros governos estaduais poderão ficar em situação semelhante ao Rio em muito pouco tempo, principalmente por que as receitas da União com tributos que são compartilhados com os Estados continuam caindo.
Fiscal
"O foco das negociações com os Estados é solução geral", disse ele, enfatizando que ajuda ao Rio não pode sair do espaço fiscal reservado nas contas desse ano para o auxílio a todos os Estados. O Estado de São Paulo, garantiu Villela, não corre o risco de ter problemas com o pagamento de salários, por exemplo, mas se a situação de crise econômica continuar, o quadro pode piorar. "Ao longo do ano que vem, vai depender de como a economia vai reagir", afirmou. Segundo ele, as negociações com o Ministério da Fazenda estão "maduras" e a expectativa é que haja um acordo ao longo desta semana. São Paulo, porém, ainda negocia uma trava maior do que a estipulada em R$ 160 milhões para o desconto da parcela mensal, uma vez que o Estado paga R$ 1,2 bilhão de serviço da dívida por mês. Com essa trava proposta pelo governo federal, na prática, a carência de 100% para o Estado ficaria em 13%.
O coordenador dos secretários de Fazenda no Conselho Nacional de Política Fazendeira (Confaz), André Horta, do Rio Grande do Norte, também espera uma solução definitiva. Segundo ele, a decretação de calamidade financeira pelo Rio vai acelerar as negociações. Horta defende também uma discussão sobre medidas para aumentar as receitas dos Estados e municípios, com a elevação de tributos federais, compartilhados com os entes. Uma forma seria a volta da cobrança de 15% de imposto de renda sobre distribuição de lucros e dividendos. Segundo ele, geraria uma receita de R$ 50 bilhões por ano. A elevação seria feita por uma lei ordinária, com tramitação mais fácil do que a volta da CPMF, que seria via Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

"Planos para um possível velho governo futuro": Dilma Rousseff faz carta de compromissos para o caso de reverter o impeachment

A presidente afastada Dilma Rousseff prepara uma carta de compromissos para um eventual "novo governo", caso consiga reverter o processo de impeachment no Senado. O documento será entregue às frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, que lideram as manifestações contra o presidente em exercício Michel Temer, e vai indicar a intenção de uma guinada à esquerda, na direção contrária do que foi o segundo governo da petista.
A carta, que ainda não tem título nem data para ser entregue, é uma reivindicação, tanto dos movimentos sociais que integram as duas frentes, quanto do núcleo próximo de Dilma e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, em diversas ocasiões, afirmou que a presidente afastada deve dizer claramente como e para quem vai governar se conseguir retomar o cargo.

Entre os pontos cobrados pelos movimentos sociais estão a garantia de uma política econômica com foco no crescimento econômico, manutenção dos programas sociais e geração de empregos, compromisso com a reforma política e a montagem de um ministério formado por notáveis e representantes dos setores que lutaram contra o impeachment.
O objetivo seria quebrar resistências de setores da esquerda que têm defendido a realização de novas eleições presidenciais ou por desconfiarem da capacidade de Dilma em criar condições mínimas de governabilidade ou porque ainda guardam ressentimentos em relação às escolhas da petista no segundo governo. Um petista chamou atenção para o detalhe de que o mote dos atos de hoje é "Fora Temer" em vez de "Volta Dilma".

Manifestação
Nesta sexta-feira (10), as duas frentes promovem uma série de atos contra o governo do PMDB em 40 cidades do Brasil e outras 16 dos EUA e Europa. O maior deles está marcado para a Avenida Paulista, em São Paulo. A expectativa é reunir 100 mil pessoas. Lula confirmou presença. A presidente afastada, que passou esta quinta-feira (9) em Campinas e dormiu em São Paulo, chegou a incluir o ato em sua agenda, mas sua participação vai depender das condições de segurança.
"Temer não tem participado de atividades públicas porque sabe que será vaiado. Os atos de amanhã serão uma demonstração de que o povo não quer Temer", afirmou Raimundo Bonfim, da coordenação da Frente Brasil Popular.
Os organizadores também esperam a presença de grupos que se mobilizaram espontaneamente contra o impeachment de Dilma, além dos movimentos sociais. "Essas lutas e atos são o início da derrota do Temer", disse João Paulo Rodrigues, do MST.

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2016-06-10/dilma-rousseff-faz-carta-de-compromissos-caso-consiga-reverter-impeachment.html

quarta-feira, 8 de junho de 2016

"De volta ao passado": nesta sexta Lula participará de ato "Fora, Temer" na Avenida Paulista

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou presença no ato marcado para esta sexta-feira (10, às 17h, na Avenida Paulista, na região central de São Paulo. Organizado pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, a manifestação tem como lema "Fora, Temer e nenhum direito a menos" e deverá acontecer nas principais capitais do País.

Em São Paulo, além de Lula, estarão presentes as principais lideranças de entidades ligadas aos movimentos sociais e centrais sindicais, como o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, e do coordenador nacional do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto), Guilherme Boulos. "O dia 10 é o mais representativo, mas estamos fazendo outros atos menores com o mesmo mote", disse Boulos, que também é coordenador da Frente Povo Sem Medo.

Rolezinho
Nesta terça-feira (7) a frente realizou o 'Rolezinho Sem Temer'. Um grupo de cerca de 150 manifestantes seguiu inicialmente para o shopping Iguatemi, na zona sul, mas encontrou as portas fechadas. Em seguida, fez um "escracho" em um prédio cuja propriedade teria sido transferida pelo presidente Michel Temer a seu filho de 7 anos. Na porta de vidro os manifestantes colaram cartazes com os dizeres "Fora, Temer". Uma manifestante foi presa sob a acusação de ter pichado o muro do prédio.

terça-feira, 7 de junho de 2016

E agora José? Janot pede a prisão de Renan, Cunha, Sarney e Jucá, do PMDB

Teori Zavascki, estaria debruçado há mais de uma semana sobre os pedidos da PGR para prender Renan Calheiros (PMDB-RJ), José Sarney (PMDB-AP) e Romero Jucá (PMDB-RR).

 
O ministro relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, estaria debruçado há mais de uma semana sobre os pedidos do procurador-geral da República, Rodrigo Janot para prender o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-RJ), do ex-presidente da República, José Sarney (PMDB-AP), e do senador Romero Jucá (PMDB-RR), ex-ministro do Planejamento do governo o presidente interino Michel Temer.
A informação foi divulgada nesta terça-feira, 7, pelo jornal O Globo e atribuída a um interlocutor dos ministros do STF. De acordo com informações da Globonews, também foi pedida por Janot a prisão do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ)
Sarney, Renan e Jucá foram flagrados em conversas gravadas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, que, para os investigadores, contêm indícios de conspiração para derrubar todas as apurações em curso sobre o esquema de corrupção da Petrobras.
Segundo a reportagem, caso Machado não tivesse gravado a trama, a legislação seria modificada para impedir que presos pudessem firmar acordos de delação premiada. O instrumento vem sendo usado como chave para a descoberta de novas linhas de investigação desde o início da operação, tendo exercido papel central em pedidos de inquéritos no STF inclusive contra o presidente do Senado.
Nas gravações, Sarney sugere que dois advogados de sua confiança Cesar Asfor Rocha, ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), e Eduardo Ferrão, conversem com Teori para tentar barrar a Lava Jato na Suprema Corte.
Segundo a matéria do jornal carioca, para a Procuradoria-Geral da República, está claro que Renan, Jucá e Sarney tinham o objetivo de obstruir as investigações. O plano do trio seria mais amplo e grave que a tentativa executada pelo ex-senador Delcídio Amaral (sem partido-MS), que foi preso por tentar impedir uma delação premiada.

Machado informou ao Ministério Público Federal que desviou cerca de R$ 70 milhões da estatal e dividiu a quantia entre Renan, Sarney e Jucá. Os valores teriam pago o apoio político dado pelo trio para manter Machado a frente da subsidiária da Petrobrás.
Renan, Sarney e Jucá são considerados políticos de grande influência no Congresso. O ex-presidente da República, mesmo sem mandato, controla bancadas na Câmara e no Senado. Jucá é um dos principais avalistas do governo Temer e, alçado ao cargo de ministro, caiu após o vazamento das escutas do ex-presidente da Transpetro em que ele sugere um "acordão" para "estancar a sangria da Lava Jato".
Renan indicou Machado para a presidência da Transpetro em 2003, no início do primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O presidente do Senado manteve o apoio para a permanência dele no cargo até o ano passado, mesmo depois da acusação de outro delator da Lava Jato, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, de que Machado teria recebido R$ 500 mil em propina.

domingo, 29 de maio de 2016

Repúdio à Praga Urbana Moderna: som automotivo em alto volume, a qualquer hora e em qualquer lugar.

Uma das piores pragas urbanas atuais é a utilização de sonorização em alto volume e à toda potência, em qualquer local e a qualquer hora. Há uma "manada" de imbecis, extremamente mal educados e idiotizados, que não são capazes de compreender que além de incomodar, as pessoas não tem o dever de escutar o que eles escutam e no momento que eles decidem. Não há justificativa para tanta imbecilidade.

Regiões maranhenses são transformadas em velho oeste por ladorões de banco

Não é de hoje que os assaltos à banco vem ocorrendo no interior do Maranhão, no entanto,
o que se vê agora é algo muito mais corriqueiro, onde os bandidos não tem, sequer, temor algum da polícia, utilizando-se dos mais diversos e escancarados tipos de artifícios na prática dos roubos. São Luis Gonzaga do Maranhão é uma dessas cidades escolhidas pelos assaltantes, para este tipo de crime, e em pouco menos de um mês que a agência do Banco do Brasil foi furtada, através de um buraco aberto na parede lateral do Banco, a agência do Bradesco também foi alvo de uma operação de mais um bando na madrugada de sexta (27) para sábado. Os bandidos destruíram a agência, que ficou irreconhecível, levando de lá uma boa soma em dinheiro e ainda cravaram um dos carros da polícia de bala. Vejam as imagens:

















segunda-feira, 18 de abril de 2016

CENTRO DE BACABAL E DEZENAS DE BAIRROS PRÓXIMOS CONTINUAM "SOFRÊNCIA" COM IMPERÍCIA DE DÉCADAS DA ADMINSITRAÇÃO DO SAAE



Nota para a imprensa não sana constrangimento e necessidade de milhares de usuários bacabalenses
 



Através de nota à imprensa o SAAE de Bacabal informou que há uma grave pane mecânica na principal bomba da estação de captação do Serviço Autônomo de Água e Esgoto, localizada no Rio Mearim. Sabe-se que o SAAE é, sem nenhuma dúvida, uma das mais almejadas moedas de troca da política bacabalense e que por lá passaram figuras que poderiam ter resolvido o problema, tal que já batia na porta dos bacabalenses há anos. Uma vergonha remendar uma bomba de 51 anos, às pressas, sem se quer saber o quanto vai durar este “arranjo”. Isso, além de gerar mais despesas, gera também constrangimento para o consumidor, inclusive para aquele que tem o fornecimento de água prontamente interrompido quando não consegue pagar suas contas em dia.  Creio que com 51 anos de idade, já era para as administrações, que por ali passaram e a atual, já ter encontrado uma forma de prevê que tal situação pudesse ocorrer, e não deixar que um problema dessa magnitude - a falta de água no centro da cidade e bairros adjacentes - pudesse chegar a esse limite.  
Outra questão vergonhosa é que, após 51 anos de funcionamento de uma mesma bomba, como diz a nota, Bacabal continua sem estação ou lagoas de decantação, que seria o primeiro ponto obrigatório por onde água captada deveria passar, para, então, depois de decantada seguir para a filtragem na estação de tratamento. Por causa de não haver esse sistema, o SAAE trabalha de forma artesanal, fazendo com que haja paradas no sistema de abastecimento para que os técnicos façam limpeza e troquem os filtros.
Mais outra grande vergonha, é que após décadas de utilização do SAAE para várias finalidades, inclusive para algumas, a que tudo indica, obscuras, os canos do centro de Bacabal e de outros bairros próximos são de amianto. O amianto, também é conhecido como asbesto, trata-se de um material tóxico e que pode empedrar os pulmões daqueles que se expõe regularmente a ele.
Problemas “quinquatécnicos” do SAAE à parte, voltemos aos problemas causados pela falta de um real e responsável planejamento pela direção deste serviço, aqueles problemas que são gerados por não se ter água na torneira para as necessidades mais básicas. Por estes problemas, nós, consumidores, não podemos e nem devemos passar. O SAAE é uma autarquia que presta serviço para o consumidor, e se o serviço não é prestado com a devida eficiência, não engula as notas fabricadas à imprensa para encobrir a falta de comprometimento real e a escassez de competência para resolução de problemas, tais que todos os diretores que por ali passaram já sabiam existir há anos. Os serviços do SAAE, juridicamente, são regidos pelo Código de Defesa do Consumidor, e caso, haja maiores gravidades, o Ministério Público também pode tomar buscar resolução em prol da população afetada através de Ação Civil Pública para restabelecimento do sistema, pois esse não é um problema superveniente; a direção do órgão já estava a par do mesmo e deveria ter realizado ação planejada para garantir o abastecimento de água. Mas, fiquemos de olho.
Enquanto isso, nada... nada de água.