sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Saudável aos 22 anos, jogador britânico de rúgbi luta por direito de morrer

          Um jogador de rúgbi de 22 anos, portador da Doença de Huntington, defende que deveria ter o direito de morrer quando estiver sofrendo de seus sintomas degenerativos.
O britânico Josh Cook é saudável, ágil e esportivo, mas quando ficar mais velho, provavelmente a partir dos 50 anos, começará a sentir os efeitos do mal hereditário que afeta o sistema nervoso central, paralisando músculos e afetando habilidades mentais.
"Apesar de atualmente eu ser saudável, ativo e amar minha vida, sei que em algum momento dela não poderei fazer o que amo ou ser um ser humano normal", disse ele ao programa de rádio Newsbeat, da BBC.
"Enfrentarei um longo declínio até uma morte dolorosa", acrescentou. "Perderei a habilidade de andar e falar, ficarei preso a uma cadeira sofrendo espasmos musculares e poderei morrer engasgado com a minha própria saliva porque perderei a capacidade de engolir."
Cook defende que deveria ter o direito de cometer suicídio assistido, algo proibido por lei no Reino Unido. "Por que não posso decidir, no fim da minha vida, morrer de forma digna, rápida e em paz e ter a oportunidade de me despedir dos que me amam?", indagou.
Debate
As declarações do jovem acirram o debate no Reino Unido acerca da lei de suicídio assistido no país. Nesta semana, a Alta Corte rejeitou recurso apresentado por dois homens que defendiam uma mudança na lei para permitir que médicos pudessem ajudá-los a pôr fim a suas vidas sem que fossem processados posteriormente.
Segundo o Ato de Suicídio, de 1961, é crime apoiar ou assistir um suicídio ou tentativa de suicídio, com pena de até 14 anos de prisão. O recurso havia sido apresentado pela família de Tony Nicklinson e por Paul Lamb.
Decepcionado com a decisão, Lamb disse que esperava morrer com dignidade. "Vou continuar a lutar. E não só por mim, mas por muitos outros as quais estão sendo negados o direito de ter uma morte humana e digna só porque a lei teme lidar com essas questões", disse.
Mas um outro britânico de 48 anos, que não quer ter o nome revelado e é conhecido apenas como Martin, ganhou na Justiça uma ação que defende regras mais claras na lei sobre as consequências para profissionais de saúde que ajudam pessoas a cometer suicídio assistido no exterior.
Martin quer ter respaldo legal para que um médico ou enfermeiro o ajude a viajar para a Suíça, onde poderá cometer suicídio assistido na organização Dignitas, onde ao menos um britânico morre a cada 15 dias.
Em 2009, a Diretoria da Promotoria Pública britânica publicou resolução que permite que famílias ou amigos de pessoas que querem pôr fim a suas vidas na Suíça não sejam processadas. Mas não são claras as regras quanto à participação de profissionais de saúde neste processo.
Apesar de ser muito próxima ao marido e respeitar sua decisão, a mulher de Martin não quer levá-lo à Suíça. Os três casos serão julgados.
Fonte:www.ig.com.br


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