terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Médico nigeriano reafirma a deputados que sofreu discriminação racial no MA

Em depoimento na Comissão de Direitos Humanos e das Minorias da Assembleia Legislativa, nesta segunda-feira (2), o médico nigeriano Kinglsley Ify Umeilechukwu disse que foi preso, no dia 23 do mês passado, em Bacuri, por ser negro. Acompanharam o depoimento a presidente da Comissão, deputada Eliziane Gama (PPS), e o deputado Bira do Pindaré (PSB).
Médico nigeriano reafirma a deputados que sofreu discriminação racial
Médico reafirma a deputados da Comissão de Direitos Humanos que sofreu discriminação racial
Os deputados disseram que vão avaliar que medidas a Comissão de Direitos Humanos e das Minorias da Assembleia deve tomar, buscando resguardar os direitos do médico, que foi acusado de exercer ilegalmente a profissão. O médico, que explicou que ainda não tem a revalidação do diploma dele no Brasil e que estava apenas estagiando quando foi preso, pretende processar o Estado.
O médico contou que é formado em Medicina, na Nigéria, e que está há quase seis anos no Brasil, vindo para o Maranhão a convite da Universidade Federal do Maranhão (Ufma), para fazer uma especialização na área de ortopedia no Hospital Dutra. Ele estava acompanhado do cunhado e também médico, Patrick Emanuel, que há mais de trinta anos trabalha pela Ufma e no interior do Maranhão.
Em vários momentos, os dois disseram que Kinglsley Ify Umeilechukwu sofreu discriminação racial e foi preso por três dias, quando estava em seu quarto, sem exercer a medicina. E ao prendê-lo “sequer me perguntaram se eu tinha ou não a documentação e me colocaram na imprensa como assassino”.
Ele garantiu que nunca se passou por médico, embora tenha formação na Nigéria, mas que não está autorizado a exercer a Medicina no Brasil por uma questão burocrática, embora a legislação lhe permita fazer estágio, para aprimorar a prática profissional.

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