sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

POLÍTICA 2014 - Safados de plantão

Por Cláudio Cavalcante
            

         Mais um “ano eletivo” chegou e com ele um monte de canalha já está de plantão para iniciar mais uma tentativa de eleição. É que nesse ano os políticos sujos arquitetam suas faces mais sombrias para, novamente jogar, e bem sujo, em busca pela perpetuação no poder. Em Bacabal não é diferente e o local já parece uma trincheira de figurinhas carimbadas dividindo o lado da guerra que vai beneficiá-lo. Aí começa a aparecer ladrão de todas as partes. “É ladrão que vaza pelo ladrão”.  Gente que não tem o menor respeito pelos bacabalenses que começa a criar situações para apresentar seus representantes. Na realidade, não são representantes do povo, mas representantes de quem os indicam e os apóiam com rios de dinheiro, em campanhas milionárias e festivas. Nesse momento todos os problemas deixam de existir, pois vão inventar eventos políticos regados a mesas fartas, tais que vão mascarar os anos passados de vacas magras.
           O povo tem a memória curta e assim fica muito fácil “aliciar” quem está com fome, sem emprego, sem dignidade. Esse mesmo povo que reclama durante anos é o mesmo que irá pras ruas promover os nomes de alguns ladrões antigos e outros que estão sendo inseridos por aqueles para também aprender a arte de enganar bem. O povo vai sorrir, gritar o nome dos candidatos, se empolgar com as belas músicas de campanha, vai brigar com o vizinho pelo seu candidato preferido, vai decorar o carro com o adesivo do candidato, enfeitar a bicicleta, moto, carroça; vai colocar bandeirolas em sua residência, talvez num grande mastro na porta de sua casa, bem ao lado daquele esgoto que contamina sua família há anos.    

            Sim, eles serão eleitos e você mais uma vez será o “Mané” da campanha deles. Mas você nunca será o “patrício” da campanha do candidato que você tanto se doou. Os “patrícios” são aqueles que perduram por todo o mandato do candidato eleito. Os patrícios tem direito de compartilhar os roubos, eles são os eternos apoiadores das corrupções. Eles participam das benesses, das vantagens, dos lucros. Mas você, não. Você será apenas mais uma “Mané” que ficará reservado a carregar bandeira e gritar novamente o nome do mesmo político na próxima eleição. Você é apenas um burro de carga, que carrega sobre si as mazelas de uma vida sofrida, sem perspectiva, sem valor, sem respeito. Você, meu caro, é o povo. O povo que corre atrás do trio elétrico com a música preferida do seu candidato bandido, que fica emocionado quando ouve o discurso dele repleto de promessas, que sabe que nada daquilo é verdade, mas continua acreditando porque você necessita acreditar em algo. Você é treinado por eles para sorrir para eles. Você é adestrado para não deixar ninguém ferir sua imagem, em nome de uns trocados em época de campanha. Mais uma eleição está chegando: qual o seu safado de plantão?

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