sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Usina de asfalto causa desavença entre o deputado federal Zé Viera e um do seus filhos

Desde o dia 10 de janeiro desse ano a Justiça de Bacabal tenta cumprir uma ação de reintegração de posse ajuizada pela CIMTER – Construção Imobiliária e Terraplanagem Ltda, empresa proprietária de uma usina de asfalto adquirida pelo ex-prefeito José Vieira Lins na época em que exerceu seu primeiro mandato como chefe do executivo bacabalense.

O mandado liminar expedido por Joscelmo Silva Gomes, Juiz de Direito da 3ª Vara, respondendo pela 2ª Vara da Comarca de Bacabal, manda que sejam devolvidos à parte requerente alguns bens que se encontram em uma área localizada na Avenida João Alberto de Sousa, em Bacabal.

- Usina de Asfalto Ciber 4060, completa, ano 1999;
- Rolo de Pneu 1999;
- Vibra Acabadora 1999;
- Caminhão espagedor 1513 ano 1972.

Esses equipamentos acima relacionados estão há algum tempo sob os cuidados do empresário Jodeildo Vieira Lins, o “Bolinha”, filho de Zé Vieira.

Entretanto, não se sabe por quais razões os dois se desentenderam, mas, o fato é que “Bolinha” reluta em abrir mão dos citados bens e devolve-los à empresa do pai.

Há aproximadamente duas semanas o mesmo teria sido impedido de adentrar na usina pelos próprios seguranças do local que cumpriam ordem de Zé Vieira.

Diante da sua insistência uma guarnição da Polícia Militar foi acionada para conter os ânimos. Na oportunidade, bastante revoltado com a situação o filho de Zé Vieira teria dito em alto e bom tom que colocaria a “boca no mundo” caso o pai insistisse com a ação.

Como até o momento Jodeildo Vieira Lins ainda não cumpriu a determinação judicial, a qualquer momento, também por ordem do Juiz Joscelmo Silva Gomes, um Oficial de Justiça dará cumprimento ao mandado de reintegração de posse acompanhado de um contingente da Polícia Militar.

Ameaça de morte
O imbróglio ainda resultará em vários capítulos e um deles seria uma ameaça de morteque “Bolinha” teria feito a um assessor pessoal do pai.

Furto de energia
Em junho do ano passado a CEMAR afirmou que o Maranhão estaria deixando de arrecadar R$ 40 milhões em virtude de fraudes em medidores. De acordo com uma reportagem exibida pela TV Mirante, o crime estaria sendo investigado pela polícia e quatorze pessoas já tinham sido presas em flagrante.

Para obter provas foram instaladas câmeras de segurança próximas a locais suspeitos. Em alguns casos o roubo de energia foi comprovado e os culpados presos.

A Companhia Energética do Maranhão diz que esse tipo de crime é comum e que aproximadamente 20% da energia é furtada, causando prejuízo estimado em R$ 160 milhões por ano para a empresa e R$ 40 milhões que o estado deixa de arrecadar de impostos.

O monitoramento realizado pela polícia descobriu que grandes consumidores também estavam fraudando medidores.
Na época também foram encontradas irregularidades na usina de asfalto do ex-prefeito de Bacabal. Ainda segundo a reportagem, a polícia indiciaria o responsável pela usina. Ao repórter Alex Barbosa, Jodeildo Vieira Lins disse que estranhava a denúncia, pois nunca havia sido notificado por furto de energia nem pela CEMAR, nem pela polícia.

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