domingo, 23 de março de 2014

SÃO LUIS tem média de 2 assaltos a ônibus por dia


     Dados dos sindicatos dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Maranhão (Sttrema) e das Empresas de Transporte (SET) apontam que o primeiro trimestre de 2014, que ainda nem terminou, soma 149 assaltos a ônibus na Grande Ilha (São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa). O número – que significa ma media de 2 assaltos por dia – já superou as ocorrências do mesmo período do ano passado, que teve 133 assaltos registrados.

Em todo o ano de 2013, foram praticados 605 assaltos a ônibus, na Grande Ilha, totalizando uma média de 50 ocorrências por mês – quase duas por dia.
Segundo Gilson Coimbra, presidente do Sttrema, a violência no transporte público tem atingido “proporções alarmantes” em São Luís e região.
Ele afirmou que, das 23 empresas que operam no sistema de transporte público da Grande Ilha, apenas oito repassam ao sindicato o número de assaltos a ônibus.
“Normalmente, as empresas Primor, Gonçalves, Taguatur, Menino Jesus de Praga, Solemar, São Bendito, 1001, Maranhense e Ratrans são as que costumam informar as ocorrências. As outras 15 preferem não repassar os dados, talvez pela sensação de impunidade. Por conta disso, podemos deduzir que o número real de assaltos durante ao ano é bem maior do que os divulgados por nós ou pelo SET”, disse o sindicalista.
De acordo com Gilson, os pontos em que as ocorrências são mais frequentes são as avenidas dos Franceses, dos Africanos, Daniel de La Touche, General Arthur Carvalho, além do retorno do São Francisco, área Itaqui-Bacanga e do km 0 ao 3 da BR-135.
O sindicalista ressaltou que, além do crescimento desses números, há também o aumento do grau da crueldade dos bandidos para com as vítimas.
“Não existe mais horário nem local para a prática de assaltos. Os bandidos atacam a qualquer hora e em qualquer lugar. Em decorrência disso, estamos realizando reuniões periódicas – todo dia 10 de cada mês – com o Comando Geral da Polícia Militar, a fim de traçar estratégias para coibir essa prática”, disse Gilson.

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