quarta-feira, 30 de abril de 2014

Sindicância que apura envolvimento de delegado da PF com agiotas está concluída

Está concluso para deliberação, há pelo menos duas semanas, o relatório da sindicância que apura o envolvimento do delegado Pedro Meireles, da Polícia Federal, com a quadrilha de agiotas que mandou matar o jornalista Décio Sá.
O trabalho de apuração interna começou depois que a “Operação Detonando”, da Polícia Civil do Maranhão, descobriu ligações entre Meireles e o agita Gláucio Alencar, que vai a júri popular pela morte do jornalista.
A polícia local não encontrou indício de participação do delegado no assassinato, mas denunciou à PF o elo entre ele e a quadrilha.
As primeiras suspeitas contra Pedro Meireles foram levantadas pela delegada-geral da Polícia Civil, Cristina Menezes. Em agosto de 2012, durante entrevista a O Estado (reveja), ela foi categórica: há indícios de que o delegado tenha envolvimento com a quadrilha de Gláucio.
“Há indícios da participação dele [Pedro Meireles] na quadrilha. Se houver necessidade, ele pode ser chamado”, disse a delegada à época.
Durante a tomada de depoimentos sobre a morte de Décio Sá, a empresária Patricia Gracielli Martins, viúva do também agiota Fábio Brasil – morto a tiros em Teresina, segundo o Ministério Público pela mesma quadrilha que mandou matar o jornalista – disse que o delegado e Gláucio Alencar se encontravam regularmente.
Ao ser questionada pela comissão de delegados sobre os motivos pelos quais Gláucio não fora preso pela PF em operações que investigavam o relacionamento de agiotas com prefeituras do Maranhão, Patricia foi taxativa.
“Eu acho que é porque ele conhecia o delegado da Polícia Federal”, disse.
Diante da informação, os delegados procuraram por mais dados sobre esse “conhecimento”. E a esposa de Fábio Brasil acaba revelando: “Todo mundo via ele [Pedro Meireles] na churrascaria Pavan. Eu já vi o delegado lá”.
“Com quem?”, perguntam os delegados. “Com o Gláucio”, responde a testemunha, sem titubear 
De posse do relatório final da sindicância, cabe à Superintendência da Polícia Federal no Maranhão decidir o destino do seu funcionário.

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