quinta-feira, 15 de maio de 2014

AINDA HÁ POUCO - Homem acusado de abusar das filhas mata escrivã a facadas ao prestar depoimento em Caxias

A escrivã Loane Maranhão da Silva Thé, natural de Teresina, e a investigadora Marilene Moraes foram esfaqueadas no final da manhã desta quinta-feira (15), na Delegacia de Polícia Civil de Caxias, no Maranhão. Loane era neta da jornalista Iracema Silva.



A escrivã não resistiu aos ferimentos e morreu em um hospital local. A investigadora passa bem. O suspeito foi preso próximo ao Terminal Rodoviário da cidade. 

O homem identificado como Francisco Costa tr


abalha como gari da Prefeitura de Caxias e ele estava detido acusado de abusar sexualmente das suas duas filhas, todas menores de idade, que desde ontem (14), após denunciarem os abusos do pai, estão na Casa de Passagem do município.

No momento em que o depoimento era coletado pela escrivã, ele pegou uma faca que estava em cima de uma mesa, resultado de apreensões, e esfaqueou a vítima. Ao ouvir os gritos de Loane, a investigadora entrou na sala e também acabou sendo esfaqueada pelo homem.


A escrivã Loane Maranhão da Silva Thé faleceu em decorrência de uma única facada que atingiu o peito, o corpo da jovem de 32 anos apresentava ainda um ferimento na mão, mostrando que ela ainda tentou se defender. A informação foi confirmada pela delegada Nayana Chaves Teixeira. 
“A sensação que nós temos aqui é de pesar e perda, Loane trabalhava aqui em Caxias há cerca de 5 anos e era muito querida”, afirmou a delegada.

Uma perícia está sendo realizada na delegacia e o acusado já foi transferido para a Central de Custódia de Presos da Justiça no município de Caxias.



Homem diz que matou escrivã por que teve medo de ser preso


           O delegado regional de Caxias, Celso Álvares Rocha, afirmou ao PortalODIA.com, que o acusado de assassinar a escrivã Loane Maranhão da Silva, revelou em depoimento que matou a policial por que estava com medo de ser preso. O assassino teria afirmado que não houve nenhuma provocação por parte da escrivã. "Ele pensou que após o depoimento seria preso”, conta o delegado. 
Francisco Alves da Costa, 42 anos, havia sido intimado para prestar esclarecimentos sobre uma acusação de estupro às suas duas filhas. Exames comprovam a violência sexual. 
O acusado revelou ainda que sempre andou armado com a mesma faca utilizada no assassinato de Loane Maranhão. Francisco Alves foi conduzido à Central de Custódia de Presos de Justiça de Caxias e responderá pelos crimes de homicídio e tentativa de homicídio, porque também feriu uma investigadora da delegacia, identificada como Marilene. 
A mulher foi esfaqueada quando tentou socorrer a escrivã. Foi atingida no lado esquerdo do peito, a poucos centímetros do coração, mas não corre risco de morte.
O namorado da escrivã, Jackson Fontenelis, também é escrivão da Polícia Civil e trabalhava em uma delegacia localizada ao lado da Delegacia da Mulher. Após o crime, houve muita comoção no local. Familiares foram até a cidade e acompanham o caso.

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