quinta-feira, 10 de julho de 2014

MAS QUE MANCADA - ata deixa PV sem coligação e pode afundar reeleição de Sarney Filho

Caso o TRE-MA decida pela moralidade e recuse a modificação da ata proposta pelo PV, os dois últimos remanescentes da família Sarney, Sarney Filho e o seu rebento, Adriano Sarney, dificilmente conseguirão eleger-se nas eleições de outubro vindouro.

A situação mais complicada é a do deputado federal Sarney Filho, que segundo a ata original terá apenas o deputado estadual Victor Mendes como companheiro de campanha, já que os dois foram os únicos candidatos para a Câmara registrados pelo PV.
Adrinao Sarney terá uma disputa acirrada com os deputados que disputam a reeleição, Edilázio Júnior, Hemetério Weba, Rigo Teles e Magno Bacelar.
A confusão no PV deve-se a ata registrada no TRE-MA onde especifica apenas as coligações proporcionais, sem fazer nenhuma referência à aliança majoritária com a candidatura de Edinho Lobão do PMDB
. Sem a coligação majoritária, o PV não poderá coligar-se com nenhum outro partido que faça parte dessa coligação, e será obrigado a disputar sozinho, o que dificulta alcançar os coeficientes eleitorais para eleger seus candidatos.
O partido presidido por Sarney Filho no Maranhão disse que houve um erro, e apresentou uma espécie de Em Tempo para tentar corrigi-lo.
O problema é que se o TRE-MA aceitar o que foi proposto pelo partido do filho de Sarney abrirá um precedente sem marco na história, e permitirá que outros partidos também se sintam no direito de não cumprir o calendário eleitoral.
E o que é pior, permite que qualquer um possa modificar sua ata a qualquer tempo de acordo com interesses posteriores às convenções as quais a atas registraram as decisões.
É evidente que o PV errou ao redigir a sua ata, mas em nada justifica que uma semana depois da convenção do partido ainda tenham registrado uma ata equivocada.
A ata original foi assinada pelo presidente do partido, Sarney Filho e pelos deputados estaduais Hemetério Weba, Edilázio Junior, Magno Bacelar e Rigo Teles.
É certo que o que um Sarney assina embaixo, não se lê acima, mas neste caso se deram mal.

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