sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Caixa Econômica de Bacabal é exemplo de como os bancos não deveriam atender os clientes

POR Cláudio Cavalcante


                  Parece cenas de filme de catástrofe: um amontoado de gente, pessoas sentadas desnorteadas em calçadas, aglomerado em filas intermináveis, discussões acirradas entre funcionários e clientes, caixas eletrônicos sem dinheiro ou sem as opções de serviços básicos, gente chorando, impaciência generalizada, idosos, mulheres gestantes e mães com crianças de colo cansadas e debilitadas pela espera,   caos. Assim tem sido a maioria dos dias dos meses nas dependências da Caixa Econômica de Bacabal. O banco parece que encolheu para a quantidade de pessoas que procuram seus serviços e para os já clientes. O que se vê é uma interminável fila e poucos funcionários para atender a demanda, bem como a falta de espaço para acomodar tanta gente que procura resolução, muitas vezes, de problemas simples. Problemas como de uma cliente, que prefere não revelar o nome, mas que chamamos aqui de CCM. A mesma, cliente da caixa econômica, ao utilizar o caixa eletrônico compartilhado instalado no Supermercado Carvalho, teve seu dinheiro retido no caixa, além do cartão ter sido bloqueado instantaneamente.


               A cliente informou à atendente do Supermercado Carvalho que, de pronto, ligou para a Caixa Econômica. Foi informada que deveria ir até a agência para desbloquear o cartão e contestar o mal funcionamento da máquina, solicitando a restituição do montante que foi debitado de sua conta, mas que não foi fornecido pelo caixa eletrônico. Após prazo de 48 horas, a Caixa informou que não podia fazer nada e que a responsabilidade era do Banco do Brasil, já que o caixa eletrônico é dessa instituição bancária. A cliente, então, foi orientada a manter contato com um "0800" do BB. Após prazo de 5 dias o Banco do Brasil manteve contato com a cliente afirmando que a responsabilidade é da Caixa, já que a conta da cliente é dessa instituição. A cliente foi orientada a ligar para o "0800" da Caixa e a resposta foi a mesma de anteriormente: "a responsabilidade não é da Caixa".
          Cansada da jogatina dos bancos sem resolução alguma, a cliente registrou boletim de ocorrência e entrará novamente em contato com a agência local da Caixa para tentar, mais uma vez, resolver o problema que não foi criado por ela e sim pelo mal funcionamento de maquinário bancário. Por enquanto, ela desistiu de procurar a agência, pois há ali um aglomerado diário, e como é professora, falta tempo para ficar tanto tempo nas intermáveis filas.


                  Trata-se de uma relação de consumo, regida pelo Código de Defesa do Consumidor. A máquina é do banco do Brasil conveniado com a Caixa Econômica, o que gera uma relação de responsabilidade mútua entre os dois bancos conveniados para com o cliente. Nesse caso, a agência local da Caixa deveria entrar em contato com a agência local do Banco do Brasil, comunicando o fato e pedindo extrato ao final do dia do caixa eletrônico envolvido na ocorrência, pois com certeza, sobraria dinheiro no equipamento.
                   Com estas informações, a alegação da cliente, que teve que pedir dinheiro emprestado para realizar consulta médica de urgência, certamente seria constatada e o valor debitado de sua conta seria imediatamente creditado.
Este tipo de análise não é uma ação difícil para os bancos, mas torna-se quase impossível quando  há falta de interesse, poucos funcionários e necessidade de atendimento para um número excessivo de clientes, tais que se abarrotam como animais jogados ao léu nas dependências bancárias, em filas intermináveis, com os princípios básicos da dignidade humana desrespeitados e com os direitos dos clientes, como consumidores, cerceados.



























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