quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Pode um negócio desse? Lobão Filho culpa os maranhenses pela pobreza do estado

Em entrevista à Rádio Mirante o candidato Lobão Filho (PMDB), que tem como alicerce de campanha o apoio da família Sarney (!), justificou que a pobreza dos maranhenses está pelo fato da “população do estado ser muito grande” e que isso dificultaria a distribuição de riquezas à população.
A ladainha ilusória é a mesma. Gosto sempre de citar um trecho do que disse Peter Drucker, pai da administração moderna: “não existem países ricos nem países pobres, mas sim países bem administrados e países mal administrados”.
A fala do candidato só mostra que ele é um marinheiro de primeira viagem. O Maranhão hoje é líder em qualquer índice negativo: IDH comparado a de países da África, mortalidade infantil acima de 18%, considerada alto pela Organização Mundial de Saúde, dados de educação de envergonhar qualquer gestor público, entre outros que é conhecido à duras penas pelos maranhenses.
Pelo que se vê não é culpa da população, como quer nos fazer acreditar o candidato Lobão Filho. Se fosse por isso São Paulo com mais de 36 milhões de habitantes não seria uma metrópole e coração financeiro do Brasil.
Neste momento crucial, culpar os maranhenses pela pobreza do Maranhão, como quer o candidato Lobão Filho, parte de uma desonestidade intelectual, a fim de mascarar os verdadeiros culpados pela má administração do estado, de um grupo que, desde 66 vem se revezando no poder do Estado e não consegue apresentar um indicador sequer de melhoria da vida do maranhense.
Esse mesmo grupo faz campanha para o senador Lobão Filho. Esse mesmo grupo quer a continuação do trabalho que eles vêm fazendo no Maranhão, um trabalho de atraso e que não beneficia o povo, mas empresas. Mas desta vez o Grupo quer passar o bastão para alguém do grupo deles, Lobão Filho, uma pessoa despreparada como gente e como político, que ele nunca foi.

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