domingo, 28 de setembro de 2014

ELEIÇÕES 2014 - A sobrevivência política de uma carrada de Zé Manés que consegue enrolar uma manada de bestas

POR Cláudio Cavalcante

            Para todos os lados que se olha, existe algum político ou projeto mal feito de futuro pretendente a cargo público que pegou aquela “graninha” para dar aquele apoio meia boca para seu candidatozinho de plantão. Numa política sórdida e imunda, onde a qualidade da representatividade deu lugar ao apoio por troca de compra indireta de votos, a coisa vai ficando cada vez mais feia no nosso país e, é claro, na nossa “querida, idolatrada e amada Bacabal”.
            Na sexta, ao conversar com alguns amigos comerciantes na praça do mercado central, vi o quanto este mal está disseminado e quantos palhaços querem aparecer politicamente no meio da nossa sociedade para na época certa, diga-se em época de eleição, negociar a intenção de voto dos eleitores locais. Vi palhaços que vivem de vender candidaturas, sem noção alguma de representatividade, boçais, aberrações políticas.
           Tudo isso trata-se de uma briga infernal, que conta com a participação de vereadores que deixam de legislar para servir de centro de apoio à candidatos pipiras, partícipes do executivo que passam a esquecer de cumprir o dever que o cargo lhe impõe, para viver nas barbas da política partidária escancarada.

            São políticos sem expressão, muitos deles burros, metidos a estrategistas, outros mais caras de pau, muitos outros paspalhões, fichas sujas, ladrões, aventureiros; todos “apoiando” algum candidato que possa pagar pelos votos contabilizados, votos que eles contam como se fossem particulares, votos negociáveis do povo daqui. Trata-se de uma gorda fábrica de dinheiro movida pela farsa frenética da “democracia”. Boa parte desses “apoiadores”, que buscam o pinga-pinga de votos para candidatos irrelevantes e desconhecidos, na maioria das cidades, são do convívio de todos nós.  Sabemos quem eles são, muitas vezes por educação ou por já os conhecermos há anos, através das andanças pelas nossas esburacadas ruas.  
            É uma época bastante farta, pois quem quer se eleger ou manter-se no cargo já conquistado em eleições passadas, não faz cara feia na hora de comprar esses apoios, onde a questão ideológica, planos, projetos, currículo, qualidade representativa não estão dentre os quesitos de negociação; mas apenas o montante que será oferecido. Fala-se até na liberação de bloco de vereadores, pelo executivo, em prol da liberdade desse maldito apoio a candidatos que por aqui tendem a deixar algum dinheirinho de campanha. Trata-se de um dinheiro mais rápido, mais fácil, maior e de mais ágil negociação, devido ao desespero, tanto de quem quer o voto garantido, quanto de quem quer garantia de dinheiro fácil na mão: “os apoiadores inescrupulosos” de plantão.  É o jogo nojento da política partidária que virou um verdadeiro cassino a céu aberto, num faz de conta democrático, numa região que acostumou a viver na miséria, onde votos são comprados um dia antes do dia da votação. As estratégias já estão montada, pois tem muito dinheiro em jogo, tem muita palavra dada, muita cobrança dos que pagaram apoio, pela contabilização do seu quinhão em voto. A coisa vai ferver dia 5, pois ninguém pode perder, muitos receberam e todos querem resultados. Vejo que as campanhas estão deixando de ter relação prática com o Direito Eleitoral para ter relação clara e fiel com o Direito do Consumidor, pois tudo agora mais parece relação de consumo, onde quem pagou quer receber e quem vendeu tem o dever de entregar aquilo que foi vendido, nesse caso, o voto dos trouxas. Meus irmãos, não é a mudança de nomes, de atores, que fará substancial diferença na doença que é a nossa política; mas sim a mudança de hábitos que causará profundas mudanças no nosso sistema político.     

Reflitam. 

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