segunda-feira, 6 de outubro de 2014

O que os resultados de ontem nas urnas quiseram dizer sobre a eleição em Bacabal? As patricinhas não deram o pulo do gato!

Por Cláudio Cavalcante

                    
                          Que o eleitor está mais atento e exigente, disso muitos ainda tem dúvida; mas que os candidatos estão colaborando para que este processo possa acontecer cada vez mais rápido, quase todos concordam. Sabe aquela velha política imunda de tentar enfiar goela abaixo aquele candidato "ruinzinho", de qualquer forma e a qualquer custo? Pois é, tá indo por água abaixo. Olhem os dois exemplos nessa eleição de Bacabal: Patrícia Vieira e Jamile Susart, ambas sem expressão política e indicadas por seus esposos fichas-suja, foram completamente esmagadas nas urnas, com obtenção ínfima de votos em relação a outros candidatos, tais com pouquíssima verba para investir, em relação as pomposas campanhas daquelas que se auto intitulavam terem "a força da mulher".  O pulo do gato deu errado. Essa eleição, que poderia servir de indicador para possíveis candidaturas de prefeito para elas, ficou simplesmente bichada. O eleitor já não quer mais servir de animal, como que preso em um "curral eleitoral", com cabresto atado à cerca, solto somente no momento que "políticos" como o quase ex-deputado Zé Vieira e Lisboa necessitam dele para depositar seu voto na urna. Há uma predisposição maior das pessoas de pensar com mais lucidez e tomar posições adversas contrárias àquelas que os "grandões da política" querem que sejam tomadas. Os embates de Zé Vieira, constrangendo toda uma sociedade em TV local, os gastos exorbitantes de Lisboa em duas campanhas quase que simultâneas (a sua e a da sua esposa), a forma forçosa que apresenta nomes, sem critério e respeito às siglas partidárias às quais fazem parte, o modelo de campanha política, a atuação como verdadeiros caras-de-pau como se fossem pessoas limpas na cidade. Tudo isso é característica de quem não poderia jamais continuar na política local, caso tivessem o mínimo de respeito pelas pessoas e um mísero percentual de vergonha na cara.
                          Notem a votação do Ilton Viana (6.148 votos) em relação a de Alberto Filho em Bacabal (8.567 votos), ambos candidatos a Deputado Federal. Ilton, com campanha apagada e meramente "pobre" perto da do filho do prefeito Zé Alberto, conseguiu uma boa votação, com uma diferença tida com pequena  (2.419 votos), se comparadas as estruturas das duas campanhas, assim colando Ilton no páreo em disputada direta de votos no município. Notem o jovem Cândido, candidato a deputado Estadual (2.991 votos), em relação a cara campanha de Rigo Teles (2.402 votos), candidato reeleito. Notem ainda a diferença estrutural de campanha de Erivelton Martins (1.866 votos) em relação a de Rigo Teles e a ínfima diferença de votação. Poderia haver inúmeras repostas nesses indicativos, portanto uma se sobressai: o eleitor já não é mais o mesmo e já não se deixa mais empurrar goela abaixo qualquer candidato, a qualquer preço, apenas pelo poder aquisitivo que ele detém. Há um nascimento de concepção mais criteriosa por parte do eleitorado, que tem inúmeros canais de informação à sua disposição e muita gente esclarecido que circunda seu círculo de amizades. Há uma diferença no olhar do eleitor para com as campanhas. A leitura desses comparativos mostram ainda que o "olho no olho", entre candidato e eleitor, tem funcionado muito mais do que a grande quantidade de carro de propaganda e material de campanha, embora os candidatos "menores" e com mais qualidade, quem não tem como investir em suas campanhas, ainda necessitassem muito desse aparato, como é o caso de Jansen Penha (554 votos), que mesmo com particularidades diferenciadas em prol de fazer valer a "nova política", não consegue deslanchar a contento, nitidamente por falta de estrutura publicitária e logística. Diferença logística que fez com que Roberto Costa, por exemplo, fosse o deputado Estadual mais votado em Bacabal (9.154 votos), mesmo sendo vítima do achincalhamento de Zé Vieira em Canal de TV local. A campanha de Edinho e Dino, onde Dino deu uma lavagem de votos (32.372 votos) em Edinho (9.523 votos), marcas de um eleitorado que quando decide buscar novos horizontes, já não tem mais o medo que poderia estar sendo vigiado no ato de depositar o voto na urna. 
                                As coisas estão mudando e é necessário que os políticos bacabalenses, bem como os pretensos novos políticos, imprensa, educadores, empresários, comerciantes, "doutores" em geral, comecem a mudar, iniciem a busca de um projeto novo, onde figure as prioridades dessa terra. É necessário também que haja engajamento pela verdade, pelos preceitos corretos de todos que compõem a política local, da qual fazemos parte e temos responsabilidades sobre ela. As repostas das urnas de ontem podem ter diversas interpretações; estas aqui expostas são apenas as que consegui enxergar mais nitidamente. A sua interpretação é de suma importância, reflita e exponha, já seria uma grande contribuição.               

7 comentários:

  1. Para quem não tinha estrutura financeira, temos também a Professora Liduina Tavares, que fez campanha de porta em porta, diferente do aparato de muitos candidatos

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  2. Bom dia, Claudio!
    Parabens pelas belissimas crônicas que sempre acompanho em seu blog, deixo uma sugestão em relação ao tamanho da letra, se possivel reavalie as mesmas.
    Quanto a patricinhas, o povo pôs as mesmas pra "dançar"

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  3. Acertadas colocações, Claudio. Esperamos que eles percebam também, que não precisam fazer tanto barulho com carros de som afim de alcançar o eleitor. É um verdadeiro desrespeito e merecem mesmo uma resposta nas urnas.

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  4. Ja está mesmo na hora de repensarmos a politica de Bacabal para que possamos acabar com esse com mercenarismo de vereadores receberem dinheiro para vender o nosso voto sem nossa autorização. Bacabal está precisando de nomes comprometidos com o desenvolvimento. Parabéns pelo texto é digno de reflexão.

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  5. A mudança tem q começar agora. Na hora h não da certo. Tem que ter a formação de um novo grupo q ja nassa com força.

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  6. Tem que conclamar a juventude para encabeçar um grande movimento.

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  7. Temos que acabar com essa velhacaria e velhacos no poder

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