sexta-feira, 5 de junho de 2015

Neymar e pai são investigados no Brasil por sonegação fiscal, diz revista

O Ministério Público Federal e a Receita Federal estão investigando Neymar e seu pai por sonegação fiscal e falsidade ideológica com relação à transferência do atacante para o Barcelona, revela a revista Época nesta quinta-feira.
Segundo a reportagem, o processo foi aberto no último dia 7 de abril pela Delegacia da Receita Federal em Santos, cidade na qual o jogador atuava antes de ir à Espanha.
O Fisco, por sinal, já decretou o arrolamento dos bens (quando há o acompanhamento do patrimônio de uma pessoa) de Neymar e de seu pai.
"Nas próximas semanas, o MPF deverá apresentar denúncia criminal contra o pai de Neymar e empresas envolvidas na venda do ídolo brasileiro ao Barcelona. O craque também pode ser alvo", afirma a reportagem da revista.
Na semana passada, o presidente do Santos, Modesto Roma Jr., disse ter identificado ao menos uma irregularidade na venda de Neymar para o Barcelona, ocorrida em maio de 2013, e decidiu entrar na Justiça contra o clube espanhol, contra o jogador, seu pai e suas empresas. O time alvinegro avisou que está ingressando na Corte Arbitral do Esporte para ser ressarcido devido à transferência.
O atacante e seu pai, através da empresa da família, já são investigados na Espanha por causa dos valores referentes à negociação para o Barcelona.
Neymar se transferiu ao Barça em julho de 2013. Os valores não foram divulgados na época, mas o então diretor do clube espanhol, Josep Maria Bartomeu, hoje presidente, revelou meses depois que o negócio custou 57 milhões de euros. Este valor passou a ser adotado como oficial até mesmo pelo então presidente azul-grená, Sandro Rosell.
Em janeiro de 2014, porém, um sócio da agremiação catalã acusou Rosell de desviar 40 milhões de euros a uma empresa do pai de Neymar durante a transação. Ainda segundo a acusação, devem ser contabilizadas as luvas recebidas pelo craque, as parcerias sociais e de marketing e o acordo de prioridade com o Santos.
Tudo isso elevaria os valores da transferência aos 86,2 milhões de euros. A polêmica está sendo investigada pela Justiça espanhola e fez com que Sandro Rosell renunciasse à presidência do Barcelona.
Rosell, Bartomeu e Barça foram indiciados por três crimes na negociação - se estima fraude à Fazenda espanhola de 13 milhões de euros (R$ 44,3 milhões).
Rosell é acusado de delito contra a Fazenda Pública pelos exercícios de 2011 e 2013, assim como delito societário, enquanto Bartomeu é apontado como responsável por crimes referente ao ano fiscal de 2014. O Barcelona, por sua vez, é acusado pelos três delitos.
A promotoria já pediu sete anos e seis meses de prisão e multa de 25,1 milhões de euros (R$ 85,6 milhões) para Rosell, dois anos e três meses e multa de 3,8 milhões (R$ 12,9 milhões) para Bartomeu. Ao clube, se cobra o pagamento de mais 11,4 milhões de euros (R$ 38,9 milhões) a título de indenização por responsabilidade civil e mais multa de 22,2 milhões de euros (R$ 75,7 milhões).
Caso os valores a serem pagos sejam estes ao fim do processo, será descontado o que clube e Bartomeu já pagaram antecipadamente depois das primeiras denúncias.

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