quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Líder no Senado, Delcídio foi ministro de Minas e Energia e diretor na Petrobras

Reprodução: ultimosegundo.ig.com.br

Primeiro senador preso no exercício do cargo é acusado de receber propina em compra superfaturada de refinaria nos EUA

O senador Delcídio do Amaral faz campanha ao lado de Lula para reeleger Dilma, no ano passado
Moisés Palácios/Futura Press - 22.10.2014
O senador Delcídio do Amaral faz campanha ao lado de Lula para reeleger Dilma, no ano passado
Preso preventivamente sob a acusação de tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) é um homem de enorme influência no Congresso Nacional, que tem acumulado cargos importantes ao longo de sua carreira política.
Até a data de sua prisão, por exemplo, Amaral era o líder do governo no Senado Federal, o que significa ser o principal representante do Palácio do Planalto na Casa. Ele é senador desde 2002 – está em sua segunda legislatura, para a qual foi eleito em 2010 (em 2006, tentou se eleger governador de Mato Grosso do Sul, mas perdeu no primeiro turno). 
É titular, entre outras, da Comissão de Assuntos Econômicos, da qual é presidente. É ela a responsável por debater assuntos relacionados à aprovação de mudanças econômicas no Brasil, entre elas, o ajuste fiscal, o qual foi bastante debatido neste ano, inclusive com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy.Preso preventivamente sob a acusação de tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) é um homem de enorme influência no Congresso Nacional, que tem acumulado cargos importantes ao longo de sua carreira política.
Até a data de sua prisão, por exemplo, Amaral era o líder do governo no Senado Federal, o que significa ser o principal representante do Palácio do Planalto na Casa. Ele é senador desde 2002 – está em sua segunda legislatura, para a qual foi eleito em 2010 (em 2006, tentou se eleger governador de Mato Grosso do Sul, mas perdeu no primeiro turno). 
É titular, entre outras, da Comissão de Assuntos Econômicos, da qual é presidente. É ela a responsável por debater assuntos relacionados à aprovação de mudanças econômicas no Brasil, entre elas, o ajuste fiscal, o qual foi bastante debatido neste ano, inclusive com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy.
O senador na véspera da prisão, na terça-feira, 24 de novembro: influente também entre oposição
Jefferson Rudy/Agência Senado - 24.11.2015
O senador na véspera da prisão, na terça-feira, 24 de novembro: influente também entre oposição
Bem antes disso, no final de 1994, foi escolhido pelo então presidente da República Itamar Franco para assumir interinamente o cargo de ministro de Minas e Energia. Em 2000, no governo Fernando Henrique Cardoso, se tornou diretor da área de Gás e Energia da Petrobras. 

A detenção do senador foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após o Ministério Público apresentar evidências de que Amaral tentava atrapalhar as investigações sobre a Lava Jato. Segundo o pedido, o filho de Nestor Cerveró, ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, alega ter uma gravação em que o senador oferece a ele ajuda para fugir do Brasil para que não prestasse depoimento de delação premiada. Amaral ainda teria ofertado um pagamento de R$ 50 mil por mês à família de Cerveró para não citar seu nome em depoimentos.Nascido em Corumbá (MS), em 8 de fevereiro de 1955, Amaral se formou em Engenharia Elétrica e ganhou destaque na área ao atuar como diretor da Shell na Holanda, em 1991. Posteriormente, atuou na diretoria da Eletrosul, empresa responsável pela operação do sistema elétrico da região Sul, no Conselho de Administração da Vale do Rio Doce e na Secretaria Executiva do Ministério de Minas e Energia.  
Cerveró, que teria sido indicado por Amaral para o cargo, acusou o senador de participar de um esquema de desvio de recursos relacionado à compra da refinaria de Pasadena, no Texas, comprada pela estatal de forma superfaturada.
Amaral foi eleito pela primeira vez ao Senado em 2002; em 2006, perdeu eleição para governador
Divulgação - 19.11.2015
Amaral foi eleito pela primeira vez ao Senado em 2002; em 2006, perdeu eleição para governador
A refinaria de petróleo ganhou o apelido de "ruivinha", alcunha revelada em depoimento pelo diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, em referência ao fato de ter sido adquirida completamente enferrujada. A compra causou prejuízo de mais de US$ 790 milhões ao erário público, segundo o Tribunal de Contas da União (TCU).
Também em delação premiada, realizada em outubro, o lobista Fernando Baiano afirmou ter pago propina de entre US$ 1 milhão e US$ 1,5 milhão a Amaral para que ele ajudasse na aprovação da compra da refinaria. 
O nome do senador chegou a ser citado em março por Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, que teria ouvido falar que Amaral recebeu propina na época em que era diretor de Gás e Energia da Petrobras. Na ocasião, no entanto, o STF arquivou a investigação sobre ele. 
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, cumprimenta Amaral, presidente de comissão no Senado
Antonio Cruz/Agência Brasil - 18.11.2015
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, cumprimenta Amaral, presidente de comissão no Senado

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