sábado, 5 de março de 2016

MINHA MÃE QUASE CHOROU!


Aquele Lula é danado, cabra pesado da gota; quase fez minha mãe chorar. Ontem, ao visitá-la, cheguei no exato momento em que o Jornal Nacional exibia a versão política de Lula sobre o ato coercitivo que lhe levou a depor diante das acusações que incidem sobre ele e seu “familiarmento”.

O cara continua bom de bico, descarado e sem nenhum pudor no declínio de mentiras ou meias verdades. Achei até que era uma daquelas ditas “trolagens” de programa de humor escrachado. Ele realmente faz o papel que deveria fazer e se "autoinocentou" diante de tantas “inesplicabilidades”. Atuou como o coitadinho, brasileirinho humilde, batalhador; tal que luta contra a opressão, contra a indignidade dos engravatados e poderosos. Falou da Globo e de outros meios de comunicação – que não são nada santos também – e quase chorou, num daqueles momentos cruciais de encerramento de frase, batendo na mesa para fechar o discurso de forma incisiva, configuração bem conhecido por nós, profissionais da comunicação e oratória. Os aplausos na sede do seu partido ou seita política, incrementaram o final das suas frases sem as devidas concordâncias verbais e nominais, genuinamente sem os pertinentes plurais também, num marasmo de Lulala para cá, Lulala para lá.

Realmente, o cara é bom. Verifiquei isso ao olhar para o lado e ver que minha mãe estava quase chorando. Murmurou ela levemente: “coitadinho”. Aí eu tive a quase certeza de que realmente uma parte do discurso do Lula era verdadeira, aquela onde ele diz que “deveriam ter pisado na cabeça da cascavel e não no rabo”. Esse cara pode voltar, pois passei um bom tempo desses últimos meses explicando para minha mãe de 74 anos e extremamente sã, o que significava cada participação desse “companheiro” em todo esse esquema. Mas lá estava minha mãe, olhando o Willian Bonner e fazendo cara feia pra ele, como se ele fosse o culpado do Lula ter se metido nessa. Imagine, então, os milhares de brasileiros que não conseguem diferenciar explicações técnicas de explicações políticas. Imagine no que isso vai dar.

A auto “vitimização” de quem conta uma história bem contada, muitas vezes parece valer mais do que a explicação da justiça. Esse parece ser um caso próprio desse aspecto político bizarro instalado por aqui. Se o judiciário não o pegar agora; corre o grande risco do povo o pegar... o pegar nos braços e fazer dele o próximo presidente. Por que eu estou afirmando isso? É que a minha mãe quase chorou!

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