segunda-feira, 18 de abril de 2016

CENTRO DE BACABAL E DEZENAS DE BAIRROS PRÓXIMOS CONTINUAM "SOFRÊNCIA" COM IMPERÍCIA DE DÉCADAS DA ADMINSITRAÇÃO DO SAAE



Nota para a imprensa não sana constrangimento e necessidade de milhares de usuários bacabalenses
 



Através de nota à imprensa o SAAE de Bacabal informou que há uma grave pane mecânica na principal bomba da estação de captação do Serviço Autônomo de Água e Esgoto, localizada no Rio Mearim. Sabe-se que o SAAE é, sem nenhuma dúvida, uma das mais almejadas moedas de troca da política bacabalense e que por lá passaram figuras que poderiam ter resolvido o problema, tal que já batia na porta dos bacabalenses há anos. Uma vergonha remendar uma bomba de 51 anos, às pressas, sem se quer saber o quanto vai durar este “arranjo”. Isso, além de gerar mais despesas, gera também constrangimento para o consumidor, inclusive para aquele que tem o fornecimento de água prontamente interrompido quando não consegue pagar suas contas em dia.  Creio que com 51 anos de idade, já era para as administrações, que por ali passaram e a atual, já ter encontrado uma forma de prevê que tal situação pudesse ocorrer, e não deixar que um problema dessa magnitude - a falta de água no centro da cidade e bairros adjacentes - pudesse chegar a esse limite.  
Outra questão vergonhosa é que, após 51 anos de funcionamento de uma mesma bomba, como diz a nota, Bacabal continua sem estação ou lagoas de decantação, que seria o primeiro ponto obrigatório por onde água captada deveria passar, para, então, depois de decantada seguir para a filtragem na estação de tratamento. Por causa de não haver esse sistema, o SAAE trabalha de forma artesanal, fazendo com que haja paradas no sistema de abastecimento para que os técnicos façam limpeza e troquem os filtros.
Mais outra grande vergonha, é que após décadas de utilização do SAAE para várias finalidades, inclusive para algumas, a que tudo indica, obscuras, os canos do centro de Bacabal e de outros bairros próximos são de amianto. O amianto, também é conhecido como asbesto, trata-se de um material tóxico e que pode empedrar os pulmões daqueles que se expõe regularmente a ele.
Problemas “quinquatécnicos” do SAAE à parte, voltemos aos problemas causados pela falta de um real e responsável planejamento pela direção deste serviço, aqueles problemas que são gerados por não se ter água na torneira para as necessidades mais básicas. Por estes problemas, nós, consumidores, não podemos e nem devemos passar. O SAAE é uma autarquia que presta serviço para o consumidor, e se o serviço não é prestado com a devida eficiência, não engula as notas fabricadas à imprensa para encobrir a falta de comprometimento real e a escassez de competência para resolução de problemas, tais que todos os diretores que por ali passaram já sabiam existir há anos. Os serviços do SAAE, juridicamente, são regidos pelo Código de Defesa do Consumidor, e caso, haja maiores gravidades, o Ministério Público também pode tomar buscar resolução em prol da população afetada através de Ação Civil Pública para restabelecimento do sistema, pois esse não é um problema superveniente; a direção do órgão já estava a par do mesmo e deveria ter realizado ação planejada para garantir o abastecimento de água. Mas, fiquemos de olho.
Enquanto isso, nada... nada de água.

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